Serviço

Progressiva e Alisamento em Araranguá

Alisamento é química, e química de alisamento tem regras no Brasil: quais ativos podem ser usados, em que concentração e em que pH. Aqui trabalhamos com produtos registrados, explicamos o que cada técnica faz com a fibra e recusamos procedimentos que dependem de ativo proibido — mesmo quando o resultado é rápido.

Cabelo longo alisado com brilho após tratamento de alisamento profissional

Alisamento é química regulada

Poucos procedimentos de salão são tão cheios de ruído quanto alisamento. “Progressiva”, “definitiva”, “semi-definitiva”, “botox capilar”, “redução de volume” — os nomes comerciais não descrevem o que existe dentro do frasco, e é por isso que tanta gente acaba recebendo algo diferente do que achava que estava contratando.

O que existe de concreto é a regulação. No Brasil, produtos alisantes estão sujeitos a regras específicas da Anvisa sobre quais ativos podem ser usados, em que concentração e em que faixa de pH.

Nesta página explicamos como trabalhamos e o que você deve perguntar em qualquer salão.

O que a Anvisa define

Formol: proibido em alisantes

Formol é permitido em cosméticos apenas como conservante, com limite de 0,2%, e é proibido em produtos para alisar cabelo. A venda de formol para esse fim foi proibida pela RDC nº 36/2009 [4], e a Anvisa mantém alerta público sobre os riscos dos alisantes capilares irregulares, incluindo os que contêm formol ou ácido glioxílico [5].

O informe de segurança GGMON nº 03/2025, publicado pela Anvisa em julho de 2025, trata especificamente de produtos alisantes — incluindo os vendidos como “botox capilar” — entre os que apresentaram teores irregulares de formol. O mesmo documento descreve os mecanismos de dano à cutícula e ao córtex causados por esses produtos e chama atenção para o efeito mascarador das formulações: o fio parece saudável porque está selado, enquanto o dano segue por dentro [1].

Ativos permitidos e seus limites

Os ativos permitidos para alisamento constam em lista específica, com limites de concentração e faixa de pH definidos. O ácido tioglicólico, por exemplo, tem concentrações máximas estabelecidas e faixa de pH definida pela norma vigente [3]. Produtos alisantes também estão sujeitos a exigência de registro [2].

Substâncias não permitidas

A lista de ativos permitidos é fechada. Substâncias que não constam nela não podem ser usadas em produto alisante — o que inclui, por exemplo, o ácido glioxílico, que não é permitido para essa finalidade segundo o informe da agência [1].

”Botox capilar” não tem toxina botulínica

Vale desfazer a confusão. “Botox capilar” é um nome comercial sem relação com o princípio ativo — a lista de substâncias permitidas pela Anvisa para produtos alisantes não inclui toxina botulínica [3].

Na prática, o termo é usado no mercado para produtos de composição bastante variada, e um informe de segurança de 2025 da agência citou produtos vendidos com esse nome entre os que apresentaram teores irregulares de formol [1].

A pergunta útil em qualquer salão não é o nome da técnica. É: qual é o ativo e em que concentração. Quem não responde isso não está sendo transparente.

O que o alisamento faz com o fio

Alisamento atua sobre as ligações químicas que dão forma ao cabelo, e por isso o resultado é duradouro — e por isso também o efeito sobre a estrutura é real.

A revisão brasileira publicada nos Anais Brasileiros de Dermatologia, do Departamento de Dermatologia do Hospital de Clínicas da UFPR, percorre justamente esses efeitos na haste do pelo e no couro cabeludo [6]. É leitura recomendada para quem quer entender antes de decidir.

Alguns pontos de contexto ajudam a calibrar:

  • O fio já danificado responde de forma imprevisível. Cabelo descolorido perdeu parte significativa da cistina — a literatura reporta queda de aproximadamente 48% da cistina nativa após clareamento. Sobre fio assim, alisamento é alto risco.
  • Cada processo químico deixa a cutícula menos capaz de proteger o córtex, e as subcamadas da cutícula reagem de forma desigual a água e produtos químicos [9].
  • Por isso a avaliação de compatibilidade antes de aplicar não é excesso de zelo: é o que separa alisamento de quebra [8].

Um livro de referência brasileiro sobre o tema, usado na formação de profissionais da área, é o Tricologia e Cosmética Capilar: das alterações aos tratamentos [7].

Como trabalhamos aqui

Não fazemos alisamento com formol. Isso reduz o leque de resultados possíveis — nenhum produto regularizado entrega o liso absoluto e permanente que uma formulação irregular entrega. É uma escolha deliberada e não negociável.

Usamos produto regularizado e informamos o ativo. Você sai sabendo o que foi aplicado no seu cabelo.

Avaliamos compatibilidade antes. Se o seu fio tem descoloração, tintura recente ou outro alisamento acumulado, isso é levado em conta antes de qualquer aplicação — e a resposta pode ser “não agora”.

Fazemos teste de mecha quando há dúvida. Um teste discreto mostra a resposta real do fio antes de comprometer o cabelo todo.

Explicamos a durabilidade com honestidade. Não prometemos meses fixos de resultado, porque a duração depende do seu fio e de como você cuida dele depois.

O que fazer depois

A maior parte do dano que vemos em cabelo alisado não acontece no salão: acontece na rotina em casa, nos meses seguintes. Lavagem com produto de pH alto, calor excessivo e nova química em intervalo curto são os três fatores que mais comprometem o resultado.

Vale ler o artigo sobre sulfatos, silicones e pH para entender por que o pH da lavagem importa, e o artigo sobre cronograma capilar para saber o que a evidência sustenta em termos de tratamento — porque boa parte do que se recomenda por aí não tem respaldo.

No atendimento

O que está incluso

  • Produtos registrados e ativos permitidos

    Usamos formulações regularizadas, cujos ativos constam na lista de substâncias permitidas pela Anvisa para produtos alisantes. Isso pode significar um resultado menos extremo do que o de um alisamento irregular, e é uma escolha deliberada.

  • Avaliação de compatibilidade antes de aplicar

    Alisamento sobre cabelo já descolorido, com tintura recente ou com outro alisamento acumulado é o cenário mais comum de quebra. A avaliação identifica incompatibilidades antes de aplicar.

  • Redução de volume sem eliminar movimento

    Nem todo mundo quer liso absoluto. É possível trabalhar redução de volume e controle de frizz preservando movimento, com resultado mais natural e menor agressão ao fio.

  • Explicação honesta sobre durabilidade

    Dizemos quanto tempo o resultado tende a durar no seu tipo de fio e o que acontece na transição — inclusive quando a expectativa não corresponde à realidade do seu cabelo.

Passo a passo

Como funciona a sessão

  1. 1. Avaliação e teste de mecha

    Verificamos histórico químico, elasticidade e porosidade. Em cabelos com processo anterior, um teste em mecha discreta indica a resposta real antes de aplicar no cabelo todo.

  2. 2. Definição da técnica

    Escolhemos entre redução de volume, alisamento com tioglicolato ou técnicas de disciplina do fio, conforme o resultado desejado e o que o seu cabelo suporta receber.

  3. 3. Aplicação controlada

    Aplicação por seções, com controle rigoroso de tempo e de pH, respeitando os limites de concentração estabelecidos para cada ativo. Não existe atalho seguro nessa etapa.

  4. 4. Neutralização e reconstrução

    Após o alisamento, o fio precisa de reposição. Aplicamos tratamento para recompor parte do que o processo retirou e reduzir a sensação de rigidez.

  5. 5. Orientação para não comprometer o resultado

    Orientamos sobre lavagem, temperatura de secador e chapinha e intervalo mínimo antes de outro processo químico — porque a maior parte dos danos acontece depois do salão, na rotina em casa.

Indicação

Para quem faz sentido

  • Cabelo com volume e frizz que querem disciplina sem perder movimento
  • Quem busca alisamento com produto regularizado e ativo permitido
  • Cabelo com alisamento antigo que precisa de manutenção
  • Quem já ouviu propostas de resultado milagroso e quer entender o que é seguro
  • Quem tem histórico de quebra e precisa saber o que pode ser feito

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre progressiva e alisamento em araranguá

Vocês fazem progressiva com formol?

Não. O formol é permitido em cosméticos apenas como conservante, com limite de 0,2%, e é proibido em produtos alisantes. A venda de formol para esse fim foi proibida pela RDC nº 36/2009, e o Ministério da Saúde mantém alerta público sobre os riscos do uso de produtos químicos nos cabelos. Um informe de segurança da Anvisa de 2025 trata especificamente de produtos alisantes com teores irregulares de formol. Não trabalhamos com isso.

Qual a diferença entre progressiva e alisamento definitivo?

Os nomes comerciais variam muito e frequentemente não descrevem o que o produto contém. O que importa é o ativo e a forma como ele age. Os ativos permitidos para alisamento constam na lista da Anvisa e têm limites de concentração e faixa de pH definidos — por exemplo, o ácido tioglicólico tem concentrações e faixa de pH específicas. A pergunta útil não é o nome da técnica, é qual o ativo e qual a concentração.

'Botox capilar' tem toxina botulínica?

Não. É um nome comercial sem relação com o princípio ativo. A lista de substâncias permitidas pela Anvisa para produtos alisantes não inclui toxina botulínica. O termo é usado no mercado para produtos de composição variada, e um informe de segurança da agência citou produtos vendidos como botox capilar entre os que apresentaram teores irregulares de formol. Se um produto alisa de forma duradoura e não indica qual é o ativo, vale desconfiar.

Alisamento pode ser feito em cabelo descolorido?

É o cenário de maior risco. Cabelo descolorido já perdeu parte significativa da cistina, a ligação que dá resistência — em estudo clássico, a queda é de cerca de 48% após descoloração. Sobre fio assim, alisamento pode levar à quebra imediata. A avaliação existe para identificar isso antes, e a resposta pode ser não fazer, tratar antes ou esperar.

Quanto tempo dura o alisamento?

Depende do ativo, do tipo de fio e de como o cabelo é cuidado depois. Não existe um número universal válido para todo mundo, e desconfie de quem promete durabilidade fixa em meses. O que dá para dizer com honestidade: lavagem com produtos de pH alto, calor excessivo e novas químicas em intervalos curtos encurtam a duração e aumentam o dano.

O alisamento pode causar queda de cabelo?

Alisamentos são reconhecidamente capazes de causar dano à haste e ao couro cabeludo, e isso está descrito na literatura dermatológica brasileira. O risco aumenta em situações específicas: aplicação sobre couro cabeludo lesionado, produto em contato com a raiz por tempo excessivo, uso de formulações irregulares e repetição em intervalos curtos. É justamente por isso que a avaliação prévia e o uso de produto regularizado não são opcionais.

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Referências e fontes consultadas

Cada afirmação técnica desta página está vinculada a uma das fontes abaixo. Preferimos referências primárias (artigos revisados por pares, livros técnicos e normas vigentes) e sinalizamos quando a fonte é material de fabricante ou veículo de imprensa.

  1. Norma regulatória

    ANVISA — Informe de Segurança GGMON nº 03/2025 (Cosmetovigilância), publicado em 07/07/2025. Informe de Segurança GGMON nº 03/2025 — Cosmetovigilância. ANVISA, 2025.

    www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/informes-de-seguranca/informe-de-seguranca-ggmon-no-03-2025-cosmetovigilancia

    Documento oficial que trata de produtos alisantes, incluindo teores irregulares de formol e mecanismos de dano à cutícula e ao córtex.

  2. Norma regulatória

    ANVISA. Resolução RDC nº 906, de 19 de setembro de 2024. ANVISA — LegisWeb, 2024.

    anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&link=S&tipo=RDC&numeroAto=00000906&seqAto=000&valorAno=2024&orgao=RDC/DC/ANVISA/MS&codTipo=&desItem=&desItemFim=&cod_modulo=134&cod_menu=1696

  3. Norma regulatória

    ANVISA. Instrução Normativa nº 220, de 13 de abril de 2023 — lista de substâncias permitidas. ANVISA — LegisWeb, 2023.

    anvisalegis.datalegis.net/action/ActionDatalegis.php?acao=abrirTextoAto&link=S&tipo=INM&numeroAto=00000220&seqAto=000&valorAno=2023&orgao=DC/ANVISA/MS&codTipo=&desItem=&desItemFim=&cod_modulo=134&cod_menu=1696

    Instrumento vigente que substituiu a IN 64/2020 e a IN 124/2022; define limites de concentração e faixa de pH para ativos alisantes.

  4. Norma regulatória

    ANVISA. Resolução RDC nº 36, de 17 de junho de 2009 — proibição da venda de formol para alisamento. Diário Oficial da União, 18/06/2009, 2009.

    www.legisweb.com.br/legislacao/?id=111761

  5. Norma regulatória

    Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Anvisa alerta para riscos à saúde associados ao uso de alisantes capilares irregulares. gov.br/Anvisa — notícia oficial, publicada em 07/07/2025, 2025.

    www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/anvisa-alerta-para-riscos-a-saude-associados-ao-uso-de-alisantes-capilares-irregulares

    O alerta do Ministério da Saúde de 2023 sobre o mesmo tema está hospedado em página que hoje exige autenticação (gov.br/saude); por isso citamos a página equivalente da Anvisa, de acesso público.

  6. Artigo revisado por pares

    Paula JNH, Basílio FMA, Mulinari-Brenner FA. (Departamento de Dermatologia, Complexo Hospital de Clínicas, UFPR). Efeitos dos alisantes químicos na haste do pelo e no couro cabeludo: revisão. Anais Brasileiros de Dermatologia 2022, 2022.

    www.anaisdedermatologia.org.br/pt-efeitos-dos-alisantes-quimicos-na-articulo-S2666275222000066 DOI: 10.1016/j.abd.2021.03.011

  7. Livro técnico

    Ribeiro AC, Antunes VMS, Antunes Junior D. Tricologia e Cosmética Capilar: das alterações aos tratamentos, 2ª ed. Cia Farmacêutica, 2025.

    ciafarmaceutica.com.br/produtos/tricologia-e-cosmetica-capilar-2-edicao

    ISBN 978-65-982622-5-9.

  8. Artigo revisado por pares

    Martins TEA, Oliveira AC, Gusmão BR, Filippo AA, Mulinari-Brenner F. Atualização na avaliação da fibra capilar. Surgical & Cosmetic Dermatology 2024;16:e20240265, 2024.

    caicaras.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2025/05/AOFIO-Update-on-hair-fiber-assessment-Artigo-publicado-ago-24.pdf DOI: 10.5935/scd1984-8773.2024160265

  9. Livro técnico

    Robbins CR. Chemical and Physical Behavior of Human Hair, 5ª ed. Springer, 2012.

    link.springer.com/book/10.1007/978-3-642-25611-0 DOI: 10.1007/978-3-642-25611-0

Nota metodológica: este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação presencial. Diagnóstico capilar, escolha de técnica e indicação de produtos dependem de teste de mecha e análise do fio e do couro cabeludo.

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